quinta-feira, 16 de Outubro de 2008
A "selecção" nacional e o Dia Mundial da Alimentação
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Botelho
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sexta-feira, 22 de Fevereiro de 2008
Regadores em tempo de chuva
No entanto hoje pensei:
Será que não é possível inventarem um sistema que bloqueie os sistemas automáticos de rega em tempo de chuva? Existe um sistema simples para o caso dos candeeiros públicos; através de painéis fotovoltaicos a iluminação é ligada em caso de começar a ficar escuro.
Se é importante poupar no uso das energias, não é menos importante poupar no consumo da água. Segundo os dados, de toda a água existente no mundo, apenas 3% é potável e eu não acho bonito andarmos a prostituir sem necessidade a água que tanta falta nos faz.
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Botelho
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Mulheres e roupa
A mulher não se veste para o homem, a mulher veste-se para as outras mulheres.
Para aqueles que são casados, unidos-de-facto ou não, enamorados ou mesmo para os solitários com boa capacidade de observação, devem ter reparado que a Mulher tem, para nós, a amarga (in)capacidade de (in)decisão na escolha das indumentárias diárias. Muitas das vezes, em último caso, até recorrem à opinião do parceiro masculino, não para lhe dar a orientação certa e final, mas sim para eliminarem uma das decisões (a indicada por estes) do que iram vestir em determinado dia. Um exemplo? "Amor qual destas duas blusas fica bem com estas calças?" - "Acho que a de riscas é bastante gira. Fica-te bem" - Hum... mas as riscas horizontais fazem-me parecer mais gorda. Levo antes esta outra."
Este problema de configuração do software feminino começa logo no ponto inicial, na altura da aquisição das referidas roupas. É preciso entrar e explorar toda e qualquer loja de pronto-a-vestir para que, nas lojas usuais, se registe todas as novidades e alterações da base de dados do "na moda", e nas lojas a evitar, se memorize todos os modelos do "não usar em caso algum".
Quando encontram uma peça que talvez seja "de possível aquisição" é preciso experimentar um cem número de vezes e em diferentes dias, obter a aprovação de outras tantas pessoas e esperar que o produto se esgote para reservarem na próxima entrega. Passará depois por um processo de estar no guarda-fatos até atingir o estado de maturação e depois, só depois, poderá ser utilizada ou então esquecida para sempre nos confins do armário.
O que acho mais interessante é que ainda têm a lata para nos dar opiniões sobre a nossa roupa, que consideram válidas, e acham que têm direito de veto sobre a escolha do nosso vestuário.
interessante esta coisa de Universo feminino!
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Botelho
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quarta-feira, 30 de Janeiro de 2008
Vai um café com adoçante e um pastel de nata?
Muitas são as vezes que, contra uma alimentação equilibrada e saudável, faço acompanhar o meu café adocicado com adoçante (peço desculpas pela redundância) após o almoço com um guloso pastel de nata e muitas são as vezes que ouço o comentário "bonito! adoçante no café e depois um doce a acompanhar!".
Sei que o melhor seria mesmo não tomar nem o café, nem o adoçante, nem o açúcar e muito menos o pastel de nata. O melhor seria mesmo beber um copo de água e caminhar durante 30 minutos e passada larga e certa. Mas perfeita só mesmo as ideologias.
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Copo meio vazio ou meio cheio?
Muitas vezes utiliza-se esta expressão na linguagem portuguesa, mas quero expressar o meu descontentamento científico em relação à frase feita.
Consideremos o vazio, zero, nada, ausência de substância. Ora bem, alguém me consegue dividir nada ao meio? Claro que não! Fica nada para um lado e coisa nenhuma para o outro, por isso é uma impossibilidade. Agora dividir uma unidade ao meio já é possível, ficariamos com duas meias unidades (por exemplo: se dividir uma laranja ao meio fico com duas meias laranjas).
Fica aqui a nota.
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terça-feira, 29 de Janeiro de 2008
Festas em familia!
Este Natal tive uma excelente ideia, levar a consola PS2 e os jogos do Karaoke e Buzz para animar novos e velhos no serão pós almoço (triste pensamento que se escapuliu do meu cérebro limitado).
Depois da selvagem refeição o público interessado dirigiu-se para a sala (dirigiu-se é uma maneira de dizer, porque a mesa de refeição ocupa todos os metros quadrados disponíveis da casa - apenas rodámos as cadeiras em direcção à televisão onde estava montado o sistema de jogo) e começámos por debater qual dos jogos (Buzz ou SingStar) seria o primeiro a ser testado.
Vamos ao Karaoke então! Ninguém tem coragem para pegar nos microfones mas todos conseguem elevar o tom das cordas vocais para entoarem as cantigas acima dos outros (imaginem a escalada sonora a que se pode assistir neste espectáculo!). Bonito mesmo é quando chegam mais uns amigos da família (porque somos poucos!!!) e traz um lindo casal de gémeas, no patamar enérgico dos 10/11 anos, e cheias de vontade de cantar! Já não há medo de pegar no microfone, "quero a dos D'ZRT. Aquela dos Morangos". Ui, ui, ui... Para mim tanto me faz o caneco!!!, que as cordas vocais destas crianças conseguem atingir notas nunca antes ouvidas e que conseguem fazer sangrar os tímpanos. "Ponham qualquer coisa mais soft pleaseeee...". Vai então 4Taste. Humm, não, assim não dá, é que nem a balada destes rapazes consegue ser ouvida em tons mais baixos (berraria total!!!).
Pensamento: Quando a minha filha for crescida, festas só mesmo noutro espaço que não o meu apartamento. Ainda fico sujeito a uma ordem de despejo por destruição da paz dos lares vizinhos.
Bem vamos então mudar de jogo que agora é tempo para os mais crescidos (se lá estivessem de certeza que diziam mais crescidos em vez de adultos). Quiz interessante, mas difícil para alguns dos crescidos e formados, e com muito gozo e ainda mais barulho à mistura. Pronto jogos nesta família não dá. Já nos tempos de Trivial a coisa era feita em altos berros, com as respostas a ser disparadas por quem diz que não quer jogar mas fica em volta do jogo o tempo todo a querer lançar bitaites e mesmo assim não desistimos.
Pensamento: jantares de Natal lá em casa é que não, senão vem o prédio a baixo. Deve ser por isso que a família continua a crescer (há cada vez mais bebés) e o local não muda. Ainda mais interessante é que mesmo com a família aumentar, a quantidade de comida disposta na mesa continua a ser a mesma, e feita sempre pelas mesmas pessoas (os pais dos agora pais; as raízes iniciais da tradição).
No final da festa, "traz isso (PS2) para o jantar de ano novo" (outra tradição) para jogarmos outra vez.
Ora! Com certeza! Afinal é bom fazer uma boa atingir os limiares da loucura, pelo menos uma vez por ano!
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Botelho
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sábado, 19 de Janeiro de 2008
A "liberdade de escolha" dos homens
Não há exemplo mais simples do que este:
Hoje vamos jantar carne picada com massa (ao bom sabor italiano) e a minha maravilhosa esposa dá-me o poder de decisão sobre qual o tipo de massa que pretendo para acompanhar a carne picada. Xiii... estou no sétimo céu... até posso escolher qual a massa para acompanhar! (pensamento ingénuo)
- Olha apetece-me esparguete
- hummm... (ela faz cara estranha e sorri) não queres antes outra? Não me apetece esparguete.
- Pois, massa fusili tricolor não vai bem com carne picada!
- Pois! (diz ela).
- Então só temos tagilatelle!
- Olha então pode ser essa.
Conclusão a minha livre escolha de três tipos de massa ficou reduzida à única possibilidade, já conhecida por parte dela. A escolha foi minha ou foi dela?! Foi esta a minha escolha ou fiquei limitado à única escolha "acertada" por parte dela?!
Assim se vive uma ilusão, uma boa ilusão :-)
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Botelho
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