quinta-feira, 16 de Outubro de 2008

A "selecção" nacional e o Dia Mundial da Alimentação

Hoje é o Dia Mundial da Alimentação e eu acho que, de propósito ou não, a data foi muito bem escolhida. Depois do dia de ontem, onde a nossa "selecção" (não sei quem é que os escolheu) passou uma barrigada de fome de golos, hoje tinhamos mesmo de nos alimentar bem para termos uma digestão fácil de tão amargo empate. Houve mesmo quem ficasse mal disposto ainda o jogo não tinha acabado (Sr. Madaíl) e quem, com o estômago a roncar de fome, ficasse desnorteado (sem saber onde era a flash interview - Prof. Carlos Queiroz) e não conseguisse ter uma conversa com sentido, repetindo-se constantemente no seu falar.
Que o prof. Carlos Queiroz não se ande a alimentar bem eu compreendo, o homem é professore não deve ter uma vida fáacil, mas os meninos jogadores, ou não comeram a sopa toda ou estavam empantorrados e a ligeireza e agilidade era muito reduzida.
Por este andar temos mesmo de ter bastante cuidado da alimentação ou arriscamo-nos a comer a côdia do pão em frente ao ecrã da televisão, a ver as outras selecções de futebol estiverem a participar no Mundial de 2010 na África do Sul, onde a comida também não abunda!
Será por isso que estamos a andar para trás? Para não irmos para paragens onde falta um bom vinho tinto com o porco assado no espeto?
Espero que não, porque isso é má alimentação.

sexta-feira, 22 de Fevereiro de 2008

Regadores em tempo de chuva

Não sou grande inventor, melhor não sou inventor. Tenho pensamentos parvos e inúteis mas não chego a ser chamado de inventor, nem sequer da D-Mail.
No entanto hoje pensei:

Será que não é possível inventarem um sistema que bloqueie os sistemas automáticos de rega em tempo de chuva? Existe um sistema simples para o caso dos candeeiros públicos; através de painéis fotovoltaicos a iluminação é ligada em caso de começar a ficar escuro.
Se é importante poupar no uso das energias, não é menos importante poupar no consumo da água. Segundo os dados, de toda a água existente no mundo, apenas 3% é potável e eu não acho bonito andarmos a prostituir sem necessidade a água que tanta falta nos faz.

Mulheres e roupa

A mulher não se veste para o homem, a mulher veste-se para as outras mulheres.

A aparência visual das mulheres é, para elas, importante, não para atrair o olhar do homem, mas para ser avaliada positivamente pelas outras mulheres.





Para aqueles que são casados, unidos-de-facto ou não, enamorados ou mesmo para os solitários com boa capacidade de observação, devem ter reparado que a Mulher tem, para nós, a amarga (in)capacidade de (in)decisão na escolha das indumentárias diárias. Muitas das vezes, em último caso, até recorrem à opinião do parceiro masculino, não para lhe dar a orientação certa e final, mas sim para eliminarem uma das decisões (a indicada por estes) do que iram vestir em determinado dia. Um exemplo? "Amor qual destas duas blusas fica bem com estas calças?" - "Acho que a de riscas é bastante gira. Fica-te bem" - Hum... mas as riscas horizontais fazem-me parecer mais gorda. Levo antes esta outra."

Este problema de configuração do software feminino começa logo no ponto inicial, na altura da aquisição das referidas roupas. É preciso entrar e explorar toda e qualquer loja de pronto-a-vestir para que, nas lojas usuais, se registe todas as novidades e alterações da base de dados do "na moda", e nas lojas a evitar, se memorize todos os modelos do "não usar em caso algum".

Quando encontram uma peça que talvez seja "de possível aquisição" é preciso experimentar um cem número de vezes e em diferentes dias, obter a aprovação de outras tantas pessoas e esperar que o produto se esgote para reservarem na próxima entrega. Passará depois por um processo de estar no guarda-fatos até atingir o estado de maturação e depois, só depois, poderá ser utilizada ou então esquecida para sempre nos confins do armário.

O que acho mais interessante é que ainda têm a lata para nos dar opiniões sobre a nossa roupa, que consideram válidas, e acham que têm direito de veto sobre a escolha do nosso vestuário.
interessante esta coisa de Universo feminino!

quarta-feira, 30 de Janeiro de 2008

Vai um café com adoçante e um pastel de nata?

Muitas são as vezes que, contra uma alimentação equilibrada e saudável, faço acompanhar o meu café adocicado com adoçante (peço desculpas pela redundância) após o almoço com um guloso pastel de nata e muitas são as vezes que ouço o comentário "bonito! adoçante no café e depois um doce a acompanhar!".

Vou tentar explicar o meu ponto de vista: Será certamente menos calórico tomar o café com um adoçante e mais um pastel de nata do que tomar o café com açúcar e ainda ingerir o açúcar, e outras tantas coisas prejudiciais à minha santa saúde, contidas no saboroso pastelinho. CERTO?

Sei que o melhor seria mesmo não tomar nem o café, nem o adoçante, nem o açúcar e muito menos o pastel de nata. O melhor seria mesmo beber um copo de água e caminhar durante 30 minutos e passada larga e certa. Mas perfeita só mesmo as ideologias.

Copo meio vazio ou meio cheio?

Muitas vezes utiliza-se esta expressão na linguagem portuguesa, mas quero expressar o meu descontentamento científico em relação à frase feita.

Matematicamente não podemos considerar que um copo possa estar meio vazio. Passo a explicar:
Consideremos o vazio, zero, nada, ausência de substância. Ora bem, alguém me consegue dividir nada ao meio? Claro que não! Fica nada para um lado e coisa nenhuma para o outro, por isso é uma impossibilidade. Agora dividir uma unidade ao meio já é possível, ficariamos com duas meias unidades (por exemplo: se dividir uma laranja ao meio fico com duas meias laranjas).
Fica aqui a nota.

terça-feira, 29 de Janeiro de 2008

Festas em familia!

Festa de Natal com a minha família significa reunir mais de 30 pessoas num apartamento (que nunca tem o espaço suficiente), tentar comer o melhor que podemos durante o almoço (porque a comida nunca é suficiente para termos um jantar condigno, por razões que seriam, por si só, interessantes de explicar) e treinar o nosso sistema auditivo para umas boas 6 horas de poluição sonora. Poluição, mas da melhor!

Este Natal tive uma excelente ideia, levar a consola PS2 e os jogos do Karaoke e Buzz para animar novos e velhos no serão pós almoço (triste pensamento que se escapuliu do meu cérebro limitado).
Depois da selvagem refeição o público interessado dirigiu-se para a sala (dirigiu-se é uma maneira de dizer, porque a mesa de refeição ocupa todos os metros quadrados disponíveis da casa - apenas rodámos as cadeiras em direcção à televisão onde estava montado o sistema de jogo) e começámos por debater qual dos jogos (Buzz ou SingStar) seria o primeiro a ser testado.
Vamos ao Karaoke então! Ninguém tem coragem para pegar nos microfones mas todos conseguem elevar o tom das cordas vocais para entoarem as cantigas acima dos outros (imaginem a escalada sonora a que se pode assistir neste espectáculo!). Bonito mesmo é quando chegam mais uns amigos da família (porque somos poucos!!!) e traz um lindo casal de gémeas, no patamar enérgico dos 10/11 anos, e cheias de vontade de cantar! Já não há medo de pegar no microfone, "quero a dos D'ZRT. Aquela dos Morangos". Ui, ui, ui... Para mim tanto me faz o caneco!!!, que as cordas vocais destas crianças conseguem atingir notas nunca antes ouvidas e que conseguem fazer sangrar os tímpanos. "Ponham qualquer coisa mais soft pleaseeee...". Vai então 4Taste. Humm, não, assim não dá, é que nem a balada destes rapazes consegue ser ouvida em tons mais baixos (berraria total!!!).

Pensamento: Quando a minha filha for crescida, festas só mesmo noutro espaço que não o meu apartamento. Ainda fico sujeito a uma ordem de despejo por destruição da paz dos lares vizinhos.

Bem vamos então mudar de jogo que agora é tempo para os mais crescidos (se lá estivessem de certeza que diziam mais crescidos em vez de adultos). Quiz interessante, mas difícil para alguns dos crescidos e formados, e com muito gozo e ainda mais barulho à mistura. Pronto jogos nesta família não dá. Já nos tempos de Trivial a coisa era feita em altos berros, com as respostas a ser disparadas por quem diz que não quer jogar mas fica em volta do jogo o tempo todo a querer lançar bitaites e mesmo assim não desistimos.

Pensamento: jantares de Natal lá em casa é que não, senão vem o prédio a baixo. Deve ser por isso que a família continua a crescer (há cada vez mais bebés) e o local não muda. Ainda mais interessante é que mesmo com a família aumentar, a quantidade de comida disposta na mesa continua a ser a mesma, e feita sempre pelas mesmas pessoas (os pais dos agora pais; as raízes iniciais da tradição).

No final da festa, "traz isso (PS2) para o jantar de ano novo" (outra tradição) para jogarmos outra vez.
Ora! Com certeza! Afinal é bom fazer uma boa atingir os limiares da loucura, pelo menos uma vez por ano!

sábado, 19 de Janeiro de 2008

A "liberdade de escolha" dos homens

Já alguém dizia que lá em casa mandam as mulheres, mas para o equilíbrio e harmonia do lar fazem com que os homens tenham a ilusão que o território lhes pertencem e sobre ele dominam.
Não há exemplo mais simples do que este:
Hoje vamos jantar carne picada com massa (ao bom sabor italiano) e a minha maravilhosa esposa dá-me o poder de decisão sobre qual o tipo de massa que pretendo para acompanhar a carne picada. Xiii... estou no sétimo céu... até posso escolher qual a massa para acompanhar! (pensamento ingénuo)
- Olha apetece-me esparguete
- hummm... (ela faz cara estranha e sorri) não queres antes outra? Não me apetece esparguete.
- Pois, massa fusili tricolor não vai bem com carne picada!
- Pois! (diz ela).
- Então só temos tagilatelle!
- Olha então pode ser essa.

Conclusão a minha livre escolha de três tipos de massa ficou reduzida à única possibilidade, já conhecida por parte dela. A escolha foi minha ou foi dela?! Foi esta a minha escolha ou fiquei limitado à única escolha "acertada" por parte dela?!

Assim se vive uma ilusão, uma boa ilusão :-)